sexta-feira, 12 de agosto de 2011

E se a Reforma Protestante não tivesse ocorrido?

Se o monge Martinho Lutero não fosse contra o papa, a Alemanha seria a maior potência mundial e não haveriam guerras.

Dizem que ele não tinha a intenção. Mas, em 1517, quando o monge alemão Martinho Lutero se revoltou com os rumos do catolicismo e propôs uma reforma na Igreja, acabou mudando o destino do mundo inteiro.

Naquela época, reis, príncipes e duques estavam insatisfeitos em prestar obediência ao
papa, por isso, aproveitaram o movimento para proclamar sua independência não só religiosa mas também política. Eles viraram protestantes, brigaram com Roma e, de quebra, apossaram-se das terras da Igreja e criaram seus próprios reinos independentes.

"Foi assim que o nacionalismo ganhou força, monarquias se desenvolveram e línguas e culturas nacionais puderam finalmente ganhar espaço", conta o teólogo Haroldo Reimer, professor da PUC de Goiás. Sem a
Reforma, no entanto, a Igreja Católica continuaria a mandar na Europa, contando com o apoio do seu braço forte, o Sacro Império Romano-Germânico, da família alemã dos Habsburgos.

"A Alemanha, na figura do império e com a bandeira
católica, teria conseguido se expandir cada vez mais, unificando os reinos europeus no século 16, e se tornaria a maior potência mundial", conta o historiador Wilson Maske, professor da PUC do Paraná.

O lado bom: não teria havido a 1ª Guerra, o nazismo nem a 2ª Guerra. "Esses conflitos foram deflagrados pelo atraso da unificação alemã e pela sua frustração por não ser uma grande potência", explica Wilson.

O lado ruim: alguns países nem sequer existiriam - como os EUA. O Holocausto não teria acontecido, mas judeus sumiriam: seriam convertidos à força pela Inquisição. E o destino do Brasil não seria muito diferente - com exceção da nossa diversidade religiosa. Em vez de vários credos, haveria apenas o catolicismo.

Um comentário:

Viná Garcia S. de Moraes disse...

Professor, é muito interessante a capacidade de criar possibilidades para a História, ficamos analisando e pensando "se" isso ou "se" aquilo. Na verdade na história não temos "se", mas o estudo é bem interessante, precioso, nos faz refletir os fatos.