sexta-feira, 30 de abril de 2010

Patrimônio histórico


Preservar significa livrar de algum mal, manter livre de corrupção, perigo ou dano, conservar e defender. Tudo isso é preservar. Sabemos que essa atitude tem muitas implicações e é uma tarefa que uma pessoa só não é capaz de fazer.


Desse modo, é dever de toda a sociedade preservar os seus bens.

Palácio da Alvorada - Localizado em Brasília, Distrito Federal é designado como a residência oficial do presidente da República Federativa do Brasil. Situa-se às margens do Lago Paranoá, tendo sido o primeiro edifício inaugurado em Brasília, em junho de 1958.

O Alvorada é uma construção revestida de mármore e vedada por cortinas de vidro, que proporciona uma integração entre espaço interior e exterior. Já as famosas colunas apóiam-se no chão por um de seus vértices fazendo, aparentemente, desaparecer a idéia de peso.

O espelho d'água reflete a imagem do edifício criando um espaço virtual infinito.

Forte S. José - Rio de Janeiro (RJ)

Construído originalmente em 1565, foi inteiramente reformado e equipado em 1872, por ordem de D. Pedro II, em conseqüência do episódio conhecido como Questão Christie. O Forte passou a ter 17 casamatas e um grande paiol de munição, e foi equipado com 15 canhões antecarga Whitworth, calibre 75mm, e mais 20 canhões de calibre menor. Está localizado no Morro Cara de Cão, tombado em 1973.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Entra em cena o pesquisador


Entra em cena o pesquisador

Quem faz a história? Estudar as experiências humanas vividas ao longo do tempo é parte do trabalho do historiador.

O trabalho do historiador é bastante instigante, pois lida com temas e assuntos relacionados a acontecimentos que, em sua grande maioria, ocorreram muito tempo antes do nascimento dele e sua função é interpretar acontecimentos históricos.

Sem os acontecimentos, o historiador não pode produzir conhecimento; sem o historiador, os acontecimentos não teriam vida.

Dizemos que acontecimentos históricos são os eventos, as opiniões, os pensamentos e os movimentos sociais que produziram efeitos e geraram mudanças, tendo ou não, por isso, importância em algum momento do passado, na vida de um grupo ou de um povo.

Os acontecimentos são "produtos" sociais "fabricados" por seres humanos que sonharam, pensaram e agiram. Cabe ao historiador analisar esses "produtos sociais" e construir sua interpretação do momento histórico que estiver pesquisando.


Sítio arqueológico no Egito

No entanto, é impossível que um historiador seja capaz de avaliar, discutir, compreender e explicar todos os acontecimentos, sentimentos e pensamentos que contribuíram para que determinado evento acontecesse.

Assim, o historiador escolhe, de acordo com a finalidade de sua pesquisa, os aspectos que irá estudar, as fontes que irá analisar, as opiniões que pretende discutir, os sentimentos que julga mais importantes. Como se fosse detetive, o historiador analisa um acontecimento com base em fontes históricas, aceita ou recusa interpretações já existentes, colhe depoimentos e chega a uma conclusão.

Veja abaixo, um exemplo de seqüências de perguntas que o historiador segue no seu trabalho:

1. Qual o documento com que vai trabalhar?
2. O que esse documento nos diz?
3. Como o diz?
4. Quem o fez?
5. Quando o fez?
6. Em nome de quem o fez?
7. Com que propósito fez?
8. Qual a relação do documento, no momento de sua produção, com a realidade mais ampla à qual o historiador quer chegar?
As técnicas, fichas, entrevistas, perguntas, catalogação de dados, entre outros dão segurança para realizar cientificamente o trabalho do historiador. Os métodos são orientações seguidas por ele nas etapas da sua pesquisa, da sua investigação.

Cabe lembrar, que nenhum evento histórico tem pureza total. O registro dos acontecimentos reflete sempre, de uma maneira ou de outra, a opinião, o pensamento e até os interesses daquele que fez anotações sobre o que viu, viveu ou ouviu.

Para compreender e explicar os acontecimentos, o historiador estará sempre interpretando-os ou reinterpretando-os, tomando como ponto de partida sua forma de ver a sociedade e a própria História. Quando, por exemplo, lemos uma obra histórica, é como se estivéssemos ouvindo a voz do historiador que a escreveu.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

A produção do conhecimento histórico


A produção do conhecimento histórico


O conhecimento histórico é registrado, como vimos anteriormente, pelo historiador. O trabalho do historiador é interpretar os fatos históricos ou as experiências humanas com a ajuda dos registros e vestígios que foram deixados por um povo em um determinado local e tempo.

Em história, há tempos de curta, média e longa duração. Um acontecimento de curta duração é aquele que chega imediatamente ao conhecimento das pessoas, por exemplo, um jogo de futebol, o lançamento de um livro, uma greve, a inauguração de uma obra pública.

Um acontecimento de média duração não é normalmente percebido de imediato, mas é possível ser reconhecido pelos contemporâneos, isto é, pelas pessoas que viveram na mesma época. Por exemplo, hoje é comum ouvirmos falar da moda dos anos 80, da crise do Oriente Médio ou das últimas décadas.
Já um acontecimento de longa duração só é revelado por meio do estudo histórico, por que não pode ser percebido pelos contemporâneos. Por exemplo: fatos ocorridos na Grécia Antiga ou no Antigo Egito.
Daí a importância de estudarmos a história: por meio da investigação e da interpretação dos acontecimentos históricos somos capazes de compreender as experiências dos povos que viveram antes do nosso tempo e espaço históricos.
Jogo de futebol - acontecimento de curta duração


Moda dos anos 80 - acontecimento de média duração


Crise do oriente Médio nos anos 80 - acontecimento de média duração

Alexandre Magno ou Alexandre, o Grande – Rei da Macedônia no período de 336 a.C. a 323 a.C .- Foi o responsável pela formação de um grande império, expandiu as fronteiras do conhecimento humano, integrando diversas culturas - acontecimento de longa duração

sexta-feira, 9 de abril de 2010

História e várias historias


História e várias histórias

Como você pode observar, a História vai além da sua história, do seu nome, da sua idade e do lugar em que você mora. Começou bem antes do seu nascimento, continua até agora e nós poderíamos passar muito tempo falando a respeito dela. Todas as pessoas têm uma história. E não são apenas as pessoas. Tudo tem história: a música que ouvimos, as roupas que vestimos, os alimentos que comemos, os seres humanos, as cidades, os países, o mundo.

Os seres humanos sempre fizeram registros históricos. Nossos indígenas, por exemplo, já registravam o cotidiano por meio da confecção de utensílios (machadinhas de pedra, enfeites de penas de pássaros, objetos de cerâmica) ou pinturas em cavernas, dez mil anos atrás.


Cerâmica produzida pelos índios


Machadinha feita pelos índios, de pedra e decorada com penas de pássaros

A partir de sua organização em grupos, as pessoas sentiram necessidade de colher informações sobre o passado e registra-las, de alguma forma, fosse oralmente, nas conversas com os amigos e parentes, ou em desenhos feitos em grutas e cavernas em que viviam.


Pinturas rupestes em cavernas

Nós podemos conhecer os costumes dos humanos primitivos, os objetos que usavam e os animais que caçavam, por meio do estudo desses desenhos e das descobertas feitas pelos arqueólogos, cientistas que, pesquisam o passado dos seres humanos e dos grupos sociais por meio dos registros materiais.


Pinturas rupestres em cavernas, tinta normalmente utilizada extraída de urucum e outras sementes

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Para que serve a História?


Você sabe para que serve a história?

Ao consultarmos um dicionário, encontraremos a seguinte explicação para o verbete história:

"Narração metódica dos fatos notáveis ocorridos na vida dos povos, em particular na vida da humanidade, em geral", ou ainda, "Conjunto de conhecimentos, adquiridos através da tradição e/ou mediante documentos, acerca da evolução do passado da humanidade."

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Aurélio Século XXI: o dicionário da língua portuguesa. 3 ed. Rio de Janeiro. Nova Fronteira, 1999.

Há ainda, outras explicações e outros significados elaborados por historiadores (especialistas em história) ou não. Veja outros exemplos:

"A história é o registro da sociedade humana, ou civilização mundial; das mudanças que acontecem na natureza dessa sociedade [...]; de revoluções e insurreições de um conjunto de pessoas contra outro [...]; das diferentes atividades e ocupações dos homens, seja para ganharem seu sustento ou nas várias ciências e artes; e, em geral, de todas as transformações sofridas pela sociedade [...]"

KHALDUN, Ibn, citado em HOBSBAWN, Eric. Sobre história. São Paulo. Companhia das Letras, 1998.

"Disciplina que se ocupa do estudo dos fatos relativos ao homem ao longo do tempo [...]"

Nova Enciclopédia Barsa. São Paulo. Encyclopaedia Britannica do Brasil , 1999. v.7.

"História inclui todo o traço e vestígio de tudo o que o homem fez ou pensou desde seu primeiro aparecimento sobre a Terra."

ROBISON, James Harvey, citado em BURK, Peter. A escrita da história: novas perspectivas. São Paulo. Unesp, 1992.

Há várias outras definições de história e muitos modos de conceituá-la. A partir de agora, podemos dizer então, que a história estuda tudo o que está relacionado à presença, às atividades, aos gostos e às maneiras de ser das pessoas e dos acontecimentos.

História é basicamente uma experiência humana; um constante construir, desconstruir e reconstruir. Por isso, acreditamos que a História é uma área do conhecimento que está em permanente construção.


Os caminhos da história

Ao voltarmos no tempo, encontraremos a utilização da palavra historia, pela primeira vez, na Grécia Antiga. Ela origina-se de histor, palavra grega que significa testemunho. Depois, a história foi identificada como narração, isto é, o historiador seria um memoralista escrevendo, no presente, sobre os acontecimentos do passado. Mais tarde, ela continuou sendo entendida como narrativa, mas ganhou uma finalidade didática – ensinar e criar modelos de comportamento para os seres humanos. Esse jeito de se fazer História, apesar das alterações sofridas na metade da Idade Moderna, prosseguiu desde a Antiguidade até o século XX.

A partir do século XVIII, existia uma história interessada em explicar acontecimentos realmente significativos e em relacionar os fatos entre si. No século XIX, a forma de pensar e escrever a História passou por grandes transformações. Os historiadores tentavam estabelecer bases científicas para o estudo dos fatos e descobrir leis que explicassem, sempre acompanhados por farta documentação.

A partir do século XX, os historiadores, para explicar o desenvolvimento da História, passaram a valorizar ainda mais as relações econômicas entre pessoas, grupos e povos. Assim, ela deixou de ser apenas uma narrativa para se transformar em “possibilidades interpretativas do passado”. Cabe, portanto ao historiador interpretar as sociedades humanas do passado e não apenas narrar os fatos, datas e personalidades.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Roteiro de como estudar História

Roteiro simples e rápido

Através de um roteiro simples, sintetizamos o conjunto de conhecimentos necessários para evitar estudar história através da decoreba de fatos e datas. Aliás, uma habilidade importante, considerando as mudanças esperadas na sua aprendizagem.

Como estudar história

1- Situe o fato no tempo e espaço: Saber quando e onde ocorreu determinado fato histórico é condição elementar para saber história.
2- Analise o contexto histórico: contexto histórico é o conjunto de acontecimentos que cerca o fato em questão. É o ponto mais importante do roteiro, pois mostra que não existem fatos isolados. A noção do contexto histórico rompe com a decoreba de conteúdos.

3- Conheça os antecedentes: antecedentes são as causas de determinado fato histórico, e estão interligados ao contexto histórico. As causas permitem entender os motivos que levaram ao fato.

4- Compreenda o fato: isto é, entenda o evento propriamente dito, através de suas características e seu significado histórico.

5- Perceba os seus desdobramentos: desdobramentos são as consequências do fato estudado. Conhecer as consequências permite estabeleceremos um gancho para analisar o próximo fato histórico.

Exemplo de aplicação deste roteiro:

a) Fato Histórico: Primeira Guerra Mundial.

b) Espaço e Tempo: Europa, de 1914 a 1918.

c) Contexto Histórico: Imperialismo, Política de Alianças, Paz Armada.

d) Causas: Disputa de mercados imperialistas, Divergências político-econômicas, Revanchismos, Nacionalismo.

e) Evento: A guerra, O início, Blocos militares em conflito, Etapas, O término.

f) Consequências: Tratado de Versalhes, Fim da hegemonia européia, Surgimento de novas nações, EUA como potência mundial, Criação da Liga das Nações, Revanchismo alemão, Fortalecimento do nazi-fascismo.

Legal, não é? É trabalhoso também, mas vale a pena. Precisamos, urgentemente, romper com o ensino de História baseado na decoreba e este é um caminho legal.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Dicas para estudar História 2


Contextualizando e estudando

A maioria dos estudantes que optam pela área de humanas, onde uma das principais matérias para cair no vestibular é a história. Ao contrário do que muitos pensam isso não significa que a prova de história será mais fácil do que uma que envolva cálculos, como uma prova que ligue na área de exatas, física ou matemática.

Um dos erros cometidos por estudantes é achar que historia é apenas ler, decorar.Não!

Se você o objetivo de passar no vestibular e esta pensando desta maneira, já esta em no caminho errado.

Estudar história é compreender, entender o porque de tudo, estudar história é questionar, ler e reler para ter uma conclusão final.

E o principal, estudar história é pensar com a maneira que se pensava a séculos atrás, pois o modo de vida era totalmente diferente do que vivemos hoje. E estudar pensando nessas diferenças pode fazer com que você não entenda o conceito história!

Algumas dicas para você se organizar estudando história:

· Leia os textos, e faça uma releitura destacando em uma folha os pontos mais importantes, e aquilo que você entendeu, faça isso como se fosse o seu resumo.
· Não deixe de assistir as aulas, assim como matemática ou física uma aula é a base de outra.
· Questione, não deixe dúvidas para casa, o unico prejudicado disso é você.
· Entenda o mundo que muda a cada dia, e ele não começou quando você nasceu.

Se você se esforçar, e seguir algumas destas dicas tenha certeza, que uma vaga de seu curso já é sua.

Lembre-se, não é apenas com história que deve se preocupar tente aplicar as dicas a todas as matérias!

Boa sorte!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Dicas para estudar História


Roteiro de estudo
A preocupação em desenvolver uma metodologia para o estudo de História é produto de nossa própria experiência no magistério, onde percebemos que mesmo aquele aluno que deu a devida atenção e entendeu um determinado assunto estudado, terá problemas por não saber às vezes como estudar a matéria. Naturalmente devemos levar em consideração que o ensino médio é essencialmente informativo priorizando a quantidade, que é extensa e diversificada, já que existem várias frentes de cada matéria.

Nas aulas de História, ainda é comum a presença daquele estudante que apesar de ter compreendido o assunto, manifesta-se preocupado com uma frase que já se tornou comum em sala de aula: - Professor, compreendi a aula, mas não sei como estudar História.

Essa constatação levou-nos a desenvolver um roteiro de estudo, visando facilitar a análise dos fatos e mostrar ao mesmo tempo, a importância de entender um assunto com lógica de raciocínio, pois só assim será possível uma análise mais crítica e dialética da História, onde os fenômenos possam ser entendidos com mais lucidez desde suas origens até suas conseqüências.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Conceitos fundamentais de História

Conceitos Fundamentais de História que você precisa saber

REVOLUÇÃO
É uma ruptura brusca e profunda das estruturas sociais que praticamente elimina o antigo arcabouço sobre o qual se assentava a sociedade e cria novas formas sociais.
Significa a mudança do próprio modo de produção, ou seja, da totalidade histórica, do próprio modo de organização da vida constituído por partes articuladas entre si

FEUDALISMO
Sistema econômico, político e social, definido pelas relações servo-contratuais. Baseando-se na posse da terra e delegação da mesma para o vassalo. Organização hierárquica suserano-vassalo atingiu pleno desenvolvimento do século lX ao Xl.

CAPITALISMO COMERCIAL
Forma organizada de capitalismo, desenvolvida a partir dos séc XV e XVl com participação da burguesia mercantil. Estágio em que as relações de produção caracterizam-se pelo escravismo e comercialismo.

MERCANTILISMO
Expressão teórica do capitalismo comercial. Define-se através do monopólio e do sistema de portos fechados. Assumiu várias formas na Europa.

ABSOLUTISMO
Estágio máximo de centralização monárquica. Momento em que o rei confundiu-se com o Estado, o que era justificado ideologicamente pelaTEORIA DO DIREIRO DIVINO.Congraçamento com os interesses da burguesia.

ESTADO MODERNO
Forma assumida pelos reinos europeus após o início da centralização monárquica. Caracterizou-se pelo estabelecimento de fronteiras, criação de exército nacional, economia própria.

ANTIGO SISTEMA COLONIAL
Conjunto formado pelas colônias e metrópoles, ao mesmo tempo do mercantilismo, relacionando-se através de monopólios.

RENASCIMENTO
Movimento artístico cultural, desenvolvido a partir do século XlV na Itália. Significou uma reação aos modelos medievais, introduzindo o classicismo greco-romano. Orientou-se pelo racionalismo e pelo hedonismo.

HUMANISMO
Concepção moderna de que o homem deveria ser o centro das atenções filosóficas e científicas. Substituiu o teocentrismo medieval.

LIBERALISMO
Ideologia burguesa do séc XlX baseada nos princípios da liberdade econômica e política, da igualdade de oportunidades perante a lei e na defesa do voto censitário a da propriedade privada.

NEOLIBERALISMO
Visão de mundo burguesa do séc XX, defendendo a tese do estado mínimo, isto é, de um estado não intervencionista e do mercado auto-regulado pelas leis "naturais" da economia.

SOCIAL DEMOCRACIA
Visão de mundo pluralista, fundamentada nos princípios da democracia participativa e na defesa de uma concepção de estado regulador do mercado e responsável pela distribuição da renda, atuando nos setores sociais como educação e saúde.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Aspectos relevantes do trabalho do professor e do aluno


Aspectos relevantes do trabalho do professor

O professor de História, com sua erudição e capacidade de estabelecer o maior número possível de relações de sentido entre os dados alcançados, é quem irá resgatar os fatos, a sensibilidade e a sociabilidade de um outro tempo.

A imaginação criadora do professor de História é fundamental para a construção da coerência de sentido da mediação que permite ir e vir entre o passado e o presente, entre o local e o regional, e entre o nacional e o mundial.

O grande desafio do professor de História talvez seja o de mediar a reconstrução do passado como um ato de cultura, que envolve um processo de negociação de significados.

O trabalho do aluno

O referencial assumido permite aos alunos aprenderem a recuperar as fontes e documentos históricos como formas diversas de registro e de ações humanas. A intenção é de que sejam capazes de compreendê-los como um produto estruturado que diz respeito a determinada história e que, no espaço escolar, aperfeiçoa a ordem da investigação do estudo de interpretação.

No trabalho com a História, os alunos aprendem a realizar inferências, análises e interpretações acerca da sociedade atual. Nesse processo, elaborar a memória como construção da identidade individual e coletiva faz evidenciar o papel dos nossos alunos no processo histórico.

Essa postura fomenta a capacidade de pensar, organizar racionalmente os fragmentos de informações e buscar sentido em esquemas de significados.

Queremos que eles aprendam a atribuir sentido produzindo explicações sobre a realidade. O que importa analisar é a História que temos e que vamos levar!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Estudar História é...

Vamos partir de uma pergunta despretensiosa: O que estudamos em história?

De modo simplificado podemos dizer que estudamos nossas relações sociais, culturais, políticas e econômicas; nossos comportamentos que têm por base nossas relações; nossa existência que se manifesta nas produções com as quais marcamos nossa passagem pelo mundo. Estudamos a vida humana tanto do ponto de vista de sua temporalidade como os processos que produzem os fatos dentro de um determinado período de tempo. Dessa forma, podemos dizer que a História relaciona-se com o Tempo. E, mais especificamente, ela relaciona-se com o passado visto a partir do presente. Ou, ainda, é o presente, procurando dar um sentido e uma explicação para o passado.

Mas, alguém pode perguntar: como estabelecer o contato com o passado? É possível estudar o passado? Voltaremos a isso mais adiante!

A marca humana ao longo dos anos, dentro do processo histórico, é, ao mesmo tempo, processo de produção da cultura e uma necessidade de perpetuação que se realiza pelo registro. Essa perpetuação se dá mediante os documentos, os vestígios e as marcas que compõem o patrimônio histórico e são o resultado da ação humana no tempo-espaço determinados. Ou seja, em sua temporalidade o ser humano produz marcas culturais e patrimoniais. Essas marcas servem não só para registrar a presença, mas também para perpetuar o evento, o fato ou os processos que produziram os fatos.

Todos os processos sociais, políticos, econômicos, ideológicos, marcam o tempo e o espaço. Em razão disso podemos dizer que tudo que fazemos pode ser chamado de cultura; que pode ser imortalizado nos elementos patrimoniais está inserido nas categorias tempo e espaço. A história dedica-se aos processos temporais, os quais, como sabemos, ocorrem em espaços determinados. O processo histórico, que é temporal, ocorre localmente. Daí a afirmação de que a história necessita de outras ciências: geografia, antropologia, sociologia, filosofia, etc. Embora cada uma dessas e de outras ciências possuam seus objetos específicos, a história se beneficia com seus avanços, pois, tudo acontece dentro das confrontações: tempo-espaço, portanto, todas as realizações são históricas.

Normalmente, em história, nos dedicamos à busca da compreensão das relações que ocorrem nas sociedades. Relações que envolvem os processos e aspectos da política, da economia e das relações sociais. Podemos dizer que todos os processos humanos envolvem esses três aspectos: A economia que é a base da sociedade é também a base das relações sociais e nestas se manifestam as relações de poder ou a política que dá sustentação ou abre perspectivas para as relações econômicas.

Sendo assim podemos dizer que estudar história é buscar a compreensão dos processos que produziram os fatos que marcaram o tempo. Isso é possível por que todas as coisas têm história e podemos estudar a história de tudo. Tudo que acontece e que aconteceu é história. A história, portanto, trabalha com o passado ou com as relações humanas do passado – mas faz isso no presente do historiador que é alguém situado em uma sociedade distinta daquela que é estudada. E já que tudo tem história, em tudo está a marca humana, assinalando as relações temporais.

Essa afirmação está em consonância com o que podemos ler nos PCN do Ensino Médio, ao afirmar que: a pesquisa histórica esforça-se atualmente por situar as articulações entre a micro e a macro-história, buscando nas singularidades dos acontecimentos as generalizações necessárias para a compreensão do processo histórico. Na articulação do singular e do geral recuperam-se formas diversas de registro e de ações humanas tanto nos espaços considerados tradicionalmente como os do poder, como o do Estado e das instituições oficiais, quanto nos espaços privados das fabricas e oficinas, das casas e das ruas, das festas e das sublevações, das guerras entre as nações e dos conflitos diários para sobrevivência, das mentalidades em suas permanências de valores e crenças e das transformações advindas com a modernidade da vida urbana em seu aparato metodológico.
À questão sobre o que estudamos em história, podemos responder dizendo que são as relações humanas a partir de suas marcas sociais, econômicas, políticas e culturais. Não esquecendo que essas ações humanas, também são resultantes de outras ações que as produziram. Não é demais, portanto, dizer que a história, enquanto ação humana, produz história, que são novas ações humanas. Neste ponto podemos colocar a indagação sobre como entender essas ações? Com quais instrumentos teóricos o homem atual, pode voltar-se para o passado, na busca de sua compreensão? E mais, é possível compreender o passado?

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Como estudar História - parte III

Um outro olhar sobre...

Captar as diferentes formas como os homens concebem a vida e transformam-na em diversos momentos históricos, como se relacionam entre si e com a natureza são objetivos do ensino de História, que permite ao aluno ter uma maior compreensão da sua realidade, pelo confronto com as demais, percebendo as rupturas e permanências e reconhecendo-se como sujeito histórico, ativo no processo de aprendizagem.

Entendendo por sujeitos históricos indivíduos, grupos, classes sociais, participantes de acontecimentos de repercussão coletiva ou situações cotidianas na busca pela transformação ou continuidade de suas realidades, valoriza-se o indivíduo ou os grupos anônimos, enquanto protagonistas da construção de suas histórias, e não meras sombras dos feitos heróicos dos grandes personagens.

Por isso, a disciplina de História não pode e não irá reduzir-se unicamente a informações sobre o passado, mas:
 passar aos alunos a concepção de mundo, a visão de realidade que imperava nas diversas épocas;
 fazer os alunos entenderem que as relações sociais de produção, as relações de trabalho e as relações com o mundo, são responsáveis por impulsionar uma determinada época na busca de alternativas;
 fazer com que percebam que foram as condições da época que permitiram determinadas ações;
 captar as conseqüências dos fatos históricos em termos do desdobramento do conhecimento científico e técnico que o mundo conheceu a partir destas ações.

Para a compreensão de que, por trás de um fato relatado, existem as relações sociais, econômicas, políticas e culturais que o produzem, recorre-se a uma multiplicidade documental que abrange não só o escrito e institucional, mas também os filmes, os artigos de jornais e revistas, as imagens, os relatos orais, os objetos e os registros sonoros.

O contato com esta diversidade de fontes possibilita ao aluno perceber as diferentes temporalidades existentes simultaneamente e/ou ao longo da história, reconhecendo também sua realidade como múltipla, conflituosa e complexa, encarando o conhecimento histórico não como uma sucessão de fatos no tempo, mas sim como ações humanas organizadas transformadoras de um dado momento.

Tendo em vista tal proposta, o intercâmbio com conceitos trabalhados por outras disciplinas torna-se imprescindível para que o aluno, em confronto com novos procedimentos de reflexão e análise, desenvolva a capacidade de interpretar características da sua realidade e relacione-as com às informações históricas. Desta forma, o aluno passa a ter uma dimensão mais ampla e significativa dos conteúdos específicos da área, enriquecendo o seu conhecimento e passando a ter subsídios para construir o seu próprio saber.

A reflexão sobre a relação entre os acontecimentos e os grupos, tanto os do presente quanto os do passado, a prática da pesquisa e a convivência com diferentes métodos de abordagem favorecem a formação de um aluno crítico, reflexivo e consciente do seu papel enquanto cidadão.

As atividades que deverão ser realizadas pelos alunos e que constituem a estrutura do curso são: leitura e análise de textos; resumos, pesquisas e redações; discussões em painéis; transposições de linguagem; testes de revisão e avaliações.
Mantendo a perspectiva curricular de integração sistemática com disciplinas afins, o curso de História tem como objetivo levar o aluno a desenvolver as seguintes habilidades:
 analisar a época em que vive, situando-se diante dos problemas atuais, com base numa visão de evolução econômica, política, social e cultural da humanidade;
 identificar o sentido dos diversos aspectos de nossa herança cultural;
 aplicar os conhecimentos adquiridos à realidade brasileira, a fim de melhor interpretá-la, e nela atuando;
 expor idéias de forma clara e compreensível nas atividades e avaliações propostas.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Como estudar História - parte II

Outras dicas legais de...

E dando prosseguimento ao assunto anterior, hoje trago mais dicas de aprendizagem e do estudo de História. Sendo assim, seguem abaixo algumas expressões que aparecem freqüentemente nas provas de História. Suas definições foram retiradas de dicionários e, portanto, além destas que você encontrará aqui, existem centenas de outras expressões que você mesmo(a) pode e deve pesquisar.

a) Citar: é mencionar o nome de algo; é fazer referência a algo; é mencionar algo como exemplo. ==> Quando a questão pede para que você cite, não há necessidade de explicar, comentar ou justificar. Apenas cite.

b) Denominar: é pôr nome em algo; é indicar pelo nome; é nomear algo. ==> Como ocorre com a expressão acima (citar), não se deve entrar em detalhes explicativos. Apenas denomine.

c) Justificar: é a ação de dar uma causa, uma razão, um motivo para alguma coisa; é dar uma justificativa para uma coisa que está sendo afirmada ou negada; é demonstrar, provar ou fundamentar o que é apresentado. ==> Contrariamente ao que se faz em questões em que se pede citações ou denominações, aqui você deve ser mais cuidadoso(a) e redigir uma resposta coerente, verificando se você demonstrou e deu sentido ao que está sendo afirmado ou mesmo negado. Obs: No geral uma questão em que se pede para justificar é sempre precedida de uma afirmação ou negação sobre algo.

d) Explicar: é dar a razão de alguma coisa; é dar a razão de uma atitude; é expor por que tal coisa acontece ou aconteceu daquela maneira. ==> Nesse caso você também deve redigir uma resposta bem elaborada, dando conta de deixar bem claro os "comos" e "porquês" de tal situação, dependendo do que se pede para explicar. Note que não é para citar ou denominar fatos ou acontecimentos.

e) Relacionar: é estabelecer e/ou apresentar uma ligação, uma vinculação, uma semelhança entre uma coisa e outra coisa. . pode ser também estabelecer uma relação entre coisas diferentes, ou seja, confrontar. ==> Observe que em uma questão que você precise relacionar, serão apresentados os fatos para que você relacione, pois não se relaciona uma coisa com ela mesma. Aqui não se pode fazer apenas a explicação de uma coisa, menos ainda uma citação.

f) Transcrever: é reproduzir; é copiar textualmente; é copiar parte de um texto. ==> Em geral, questões desse tipo, são acrescentadas de outras questões em que se pedem para explicar o que foi transcrito.

g) Caracterizar: é dizer no que aquilo é distinto de outra coisa; é dar as características próprias de algo. ==> Nesse caso caracterizar algo é mostrar os aspectos próprios desse algo.

h) Comentar: é falar sobre alguma coisa; é conversar (escrever) acerca de tal fato ou acontecimento. ==> São questões mais abrangentes onde você tem liberdade de argumentar sobre o que se pede, sem contudo fugir ao tema que lhe é proposto.

i) Explicitar: é tornar algo explicado. ==> Corresponde a dar uma explicação e, portanto é igual ao item d.
O momento de fazer uma prova de História é apenas mais um momento da sua atividade de estudante, portanto a leitura atenciosa das questões e a calma e tranqüilidade no ato de respondê-las são importantes para o seu sucesso, que ocorrerá, com certeza, se você estiver sempre atento às instruções que lhe são oferecidas. Não se esqueça de que tudo aquilo que escrevemos merece ser lido primeiramente por nós mesmos, de forma que possamos corrigir os possíveis erros gramaticais e para nos certificarmos de que as nossas respostas têm sentido e coerência.

Por fim, você deve evitar o grande erro de acumular tudo para "estudar" um dia antes da prova. A prova é apenas um instrumento para avaliar o seu desempenho na disciplina e, para obter um bom resultado, tudo dependerá de como você procedeu durante todo o período de estudos. Por exemplo: *Você faz a leitura do capítulo indicado antes da aula? *Presta atenção às aulas e procura participar das discussões? *Realiza os exercícios sugeridos pelo professor? *Procura esclarecer suas dúvidas? * Faz uma revisão da matéria antes da prova (anotações de aula, resumo de capítulos, questões, releitura de textos, etc.)?

Se você respondeu sim para todas as perguntas, você já adotou um bom caminho para obter resultados positivos em seus estudos de História. Se você ainda não adotou estes procedimentos, mãos à obra...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Como estudar História

Dicas legais de como estudar História

Grande parte da aprendizagem e do estudo de História depende da leitura de textos. Compreender as informações de um texto seja ele um artigo de jornal, de revista, capítulos de livros ou questões de provas, não depende apenas da capacidade de decifrar as palavras, pois, embora cada palavra tenha seu significado, o conjunto de palavras que formam uma frase representam uma idéia e aprender pela leitura é compreender as idéias expressas nas frases.

Para se fazer uma boa leitura de textos de História é necessário interesse e disposição, portanto faça uma primeira leitura lenta e atenciosa do texto inteiro, obedecendo regras de pontuação (vírgulas, pontos, etc.). Nessa leitura, assinale a lápis as palavras que você desconhece e procure o seu significado no dicionário, anotando-o no próprio livro. Depois de decifrar as partes incompreensíveis do texto, faça uma releitura, detendo-se em cada parágrafo, até que o sentido de todas as frases fique perfeitamente claro. As ilustrações e mapas que aparecem nos textos também merecem a sua atenção. Quando o texto apresentar uma ilustração ou um mapa, observe atentamente todos os seus detalhes, leia as legendas e procure relacioná-los. Nunca deixe parte do texto sem compreensão! Se houver algum trecho que você não conseguiu compreender claramente, apresente sua dúvida ao professor durante as aulas.

Estes procedimentos irão auxiliá-lo(a) a realizar boas leituras, no entanto é importante frisar que não existem receitas para interpretar, pois a capacidade de interpretar está intimamente relacionada com a capacidade de leitura, ou seja, aquele que lê constantemente e de maneira correta interpreta com mais acerto. Ler constantemente é também ler variadamente. Os livros escolares (didáticos ou não) são apenas uma possibilidade de leitura. É necessário ler jornais, revistas, artigos variados, enfim adquirir o hábito de leitura. De qualquer maneira, ler só se aprende lendo e o mesmo vale para escrever, pois o ato de escrever também está relacionado com o ato de ler. Por sua vez, escrever é também uma questão de prática. Um aluno(a) que resolve os exercícios propostos sempre copiando trechos dos livros certamente encontrará dificuldades para responder as questões das provas.

Por falar em provas, temos aí uma questão delicada, pois em História, como você deve ter observado, as questões são bastante variadas em sua forma. Se essa variedade visa oferecer a você a possibilidade de manifestar a sua aprendizagem de maneira também variada, é preciso que você identifique com segurança o que as questões exigem como respostas. Digo isso porque tenho observado que a maior parte das dificuldades têm origem em simples enganos, ou seja, na falta de compreensão do que é solicitado nas questões. E isso, logicamente, também é uma questão de interpretação. Por exemplo: se em uma questão for pedido para que você explique os fatores que deram origem a uma rebelião qualquer, não será totalmente correto você apenas citar tais fatores; porque explicar é uma coisa e citar é outra.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Teoria da História - alguns conceitos II

Nos livros didáticos...

“História é a ciência que estuda o passado para melhor compreender o presente e projetar para o futuro”.

“O objetivo da História não é apenas o de narrar fatos passados, mas buscar suas origens e suas conseqüências”.

"A História é a ciência que estuda o passado das sociedades humanas, buscando resgatar e compreender suas realizações econômicas, sociais, políticas, culturais. O estudo do passado humano permite-nos conhecer as motivações e os efeitos das transformações pelas quais passou a humanidade e fornece elementos que ajudam a explicar as sociedades atuais”.

“História é a ciência que estuda os acontecimentos do passado da humanidade com o objetivo de entender melhor o desenvolvimento dela no presente, ou seja, a história não é simples relato de fatos passados, mas análise dos acontecimentos que contribuíram para o surgimento de nossas atuais condições de vida”.

“A produção do conhecimento histórico é, na realidade, uma interpretação feita pelo historiador daquilo que aconteceu aos homens através do tempo”.

Historiadores e outros...

“A História é o testemunho dos tempos, a luz da verdade, a mestra da vida, a mensageira dos dias que não voltarão”. Marco Túlio

“Esta é a exposição das informações de Heródoto de Halicarnasso, a fim de que os feitos dos homens, com o tempo, não se apaguem”. Heródoto

“A História é a ciência dos atos humanos do passado e dos vários fatores que neles influíram, vistos na sucessão temporal”. Besselar

“História é a ciência dos homens no tempo”. Marc Bloch

“A História não é uma ciência e não tem muito a esperar das ciências; ela não explica e não tem método: melhor ainda, a história, da qual muito se tem falado nesses últimos séculos, não existe”. Paul Veyne

“A História é a disciplina que se refere aos homens, a tantos homens quanto possível, a todos os homens do mundo enquanto se unem entre si em sociedade, e trabalham, lutam e se aperfeiçoam a si mesmos”. Antonio Gramsci

“O estudioso da História só consegue projetar uma ordem por ele elaborada, de forma ideal típica, sobre uma parcela delimitada do imenso caudal caótico que é a história. Esta projeção recai sobre uma parte finita e cambiante do imenso caudal caótico de acontecimentos que rolam através do tempo”. Max Weber

“História é uma criação (imagens e interpretações) que o historiador desloca para o passado”. Astor Diehl

“História é o estudo de como os dados são construídos e transformados...” Sidney Chaloub