sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Revolução Francesa


A Revolução Francesa, iniciada em 1789, foi um exemplo clássico de revolução burguesa. Embora tivesse tido a participação de outras camadas socais, como os camponeses e as massa urbanas miseráveis, ela foi essencialmente conduzida pela burguesia para realizar suas aspirações.
Aniquilando o absolutismo, a política mercantilista, os resquícios do feudalismo ainda existentes na França e o poder do clero e da nobreza, a Revolução Francesa pôs fim ao Antigo Regime.
As idéias dos revolucionários franceses de "liberdade, igualdade e fraternidade" alastraram-se e influenciaram profundamente outras revoluções européias e os movimentos de libertação da América Latina.
As causas:
a) Fatores econômicos e sociais - A França, em fins do século XVIII, era ainda uma nação essencialmente agrária, com uma produção agrícola estruturada no modelo feudal, enquanto a Inglaterra, sua grande rival, desenvolvia o processo de Revolução Industrial e transformava-se na maior nação capitalista.
A população francesa compunha-se de aproximadamente 25 milhões de pessoas, das quais 20 milhões viviam no meio rural. Isso significa que a grande maioria da população francesa era constituída de camponeses. E uma parte desses camponeses ainda estava submetida a obrigações feudais.
A sociedade francesa estava dividida em três estados:
O Primeiro Estado - Formado pelo alto e baixo clero. Os membros do alto clero, bispos e abades, pertenciam à nobreza; os do baixo clero, padres e monges, tinham origem no 3.° Estado.
O Segundo Estado - Constituía a nobreza, que detinha, juntamente com o rei, o poder político do país. Estava dividida em alta e baixa nobreza. Parte dela vivia na corte (nobreza cortesã), gozando dos privilégios concedidos pelo rei e aproveitando-se do dinheiro público; outra parte vivia explorando os camponeses no campo.
O Terceiro Estado - Tinha sua composição bem heterogênea, pois esse conceito abrangia os camponeses, massa pobre da cidade, pequena, média e alta burguesia.
b) Fatores políticos - A Revolução Francesa foi conseqüência imediata do absolutismo de Luís XVI. No seu governo, a economia francesa passava por uma crise aguda. Essa crise, em parte, aumentou em função da participação da França na Guerra de Independência dos Estados Unidos.
A situação econômica exigia reformas urgentes e gerava uma aguda crise política.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Fenícios...


O artesanato e o comércio marítimo marcaram a trajetória da civilização fenícia.

Os fenícios foram responsáveis pela formação de uma rica civilização que ocupou uma faixa do litoral mediterrâneo que adentrava o território asiático até as montanhas do atual Líbano. No início de sua trajetória, a exemplo de outros povos da Antiguidade, os fenícios desenvolveram uma economia exclusivamente voltada à agricultura. Contudo, graças ao seu posicionamento geográfico, acabou viabilizando o contato comercial com várias caravanas nômades.

A expansão comercial foi responsável pela organização de vários centros urbanos independentes, entre os quais destacamos Arad, Biblos, Ugarit, Tiro e Sídon. Em cada uma dessas cidades, observamos a presença de um monarca escolhido pela decisão dos grandes comerciantes e proprietários de terra do local. Dessa forma, podemos afirmar que o cenário político fenício era eminentemente plutocrático, ou seja, controlado pelas parcelas mais ricas da população.

O desenvolvimento do comércio entre os fenícios aconteceu primordialmente através da realização de trocas de mercadorias. Com o passar do tempo, a expansão das atividades privilegiaram a fabricação de moedas que facilitaram a realização de negócios. Sob tal aspecto, devemos ainda destacar a grande complexidade do artesanato entre os fenícios. Madeiras, tapetes, pedras, marfim, vidro e metais eram alguns dos produtos que atraíam a atenção dos habilidosos artesãos fenícios.

Outra interessante contribuição advinda do comércio entre os fenícios foi a elaboração de um dos mais antigos alfabetos de toda História. Por meio de um específico conjunto de símbolos, os fenícios puderam empreender a regulação de suas atividades comerciais e expandir as possibilidades de comunicação entre as pessoas. Séculos mais tarde, a civilização greco-romana foi diretamente influenciada pelo sistema inaugurado pelos fenícios.

Na esfera religiosa, os fenícios ficaram conhecidos pelo seu amplo interesse nas práticas animistas, ou seja, a adoração às árvores, montanhas e demais manifestações da natureza. A Grande Mãe e Baal (o deus protetor) eram as duas mais prestigiadas divindades do universo religioso fenício. Geralmente, os rituais eram executados ao ar livre e incluíam a realização de sacrifícios, sendo que alguns destes contavam com a oferenda de seres humanos.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Saldo e consequência da Primeira Guerra Mundial


O saldo e conseqüências da Primeira Guerra Mundial
A Primeira Guerra Mundial prejudicou a economia. O conflito consumiu cerca de 30% da riqueza nacional da França e 22% da inglesa. O potencial industrial da Europa sofreu redução de 40% e o agrícola 30%. A divida externa cresceu e o déficit da balança de pagamento causou a desvalorização das moedas européias em relação ao dólar.

Os Estados Unidos 115 mil soldados e gastaram 36 milhões de dólares. Mas sua economia foi fortalecida. Com seu território poupado pelos combates, pôde em 1919 exportar três vezes mais do que em 1913; e a renda nacional mais do que dobrou.

Outro país também saiu ganhando com a Primeira Guerra Mundial. O ouro dobrou na Suíça, triplicou na Suécia e quadruplicou na Espanha. Na Ásia, o grande beneficiado foi o Japão, que ocupou o lugar da Inglaterra nos mercados do Pacífico e duplicou sua produção de aço e tecidos de algodão.

Os países não industrializados ganharam, por fornecer alimentos e matérias-primas, pela possibilidade que tiveram de desenvolver sua indústria. Foi o caso do Canadá e do Brasil.

Conseqüências:

Assinatura do tratado de Versalhes onde a Alemanha é tremendamente humilhada
Novo surto de industrialização no Brasil
Os Estados Unidos tornam-se a 1ª potencia mundial
A revolução russa
Decadência econômica européia
Surgimento de regimes Titatoriais por todo o mundo
Revanchismo alemão
Ressentimento italiano
Nova corrida armamentista
2ª Guerra mundial

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Mundo Medieval


Dados pertinente à Idade Média, ressaltam os aspectos históricos, políticos, sociais, culturais, religiosos e filosóficos que caracterizaram esse período, seus conhecimentos, seus pensadores e o que eles deixaram de legado para as idades modernas e contemporâneas.

Contexto Histórico
O período medieval é um evento estritamente europeu.Iniciado com a desintegração do Império Romano do Ocidente, no século V (476 d. C.),A Era Medieval pode também ser subdividida em períodos menores, num dos modos de classificação mais populares ela é separada em dois períodos:Alta Idade Média, que decorre do século V ao X;Baixa Idade Média, que se estende do século XI ao XV.

Contexto Sócio-religioso

Os nobres (senhores feudais) eram ricos por possuírem muitas terras (fonte de riqueza e poder) e a igreja era extremamente rica, e o povo, pobre e servil. A dominação dos nobres e da Igreja sobre a população alimentava à idéia de que ser pobre era por obra e vontade de Deus, e seria um enorme pecado tentar mudar. Cada um que se conformasse com o que possuísse.

Três camadas distintas marcam a hierarquia da sociedade feudal, a nobreza o clero e o povo.
Feudalismo era o sistema político da época, nome que deriva de feudo, que consistia numa aldeia e nas terras aráveis que a circundavam.

Manifestações Artísticas:Deus era o centro de todas as coisas (Teocentrismo) e ao homem apenas cabia cumprir a vontade divina.Desse pensamento nasceram as obras de arte e toda a cultura da época. O corpo era encarado como algo pecaminoso, que impedia o homem de chegar a Deus.
O gótico foi bastante usado pela grandiosidade de suas obras, principalmente na arquitetura; Traço dominante é a religiosidade; Os templos e catedrais eram voltados para o alto a fim de aproximar “o homem de Deus”.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Civilização Asteca


Histoória Geral - Idade Moderna

Povo guerreiro, os astecas habitaram a região do atual México entre os séculos XIV e XVI. Fundaram no século XIV a importante cidade de Tenochtitlán (atual Cidade do México), numa região de pântanos, próxima do lago Texcoco.

A sociedade era hierarquizada e comandada por um imperador, chefe do exército. A nobreza era também formada por sacerdotes e chefes militares. Os camponeses, artesãos e trabalhadores urbanos compunham grande parte da população. Esta camada mais baixa da sociedade era obrigada a exercer um trabalho compulsório para o imperador, quando este os convocava para trabalhos em obras públicas (canais de irrigação, estradas, templos, pirâmides).

Durante o governo do imperador Montezuma II (início do século XVI), o império asteca chegou a ser formado por aproximadamente 500 cidades, que pagavam altos impostos para o imperador. O império começou a ser destruído em 1519 com as invasões espanholas. Os espanhóis dominaram os astecas e tomaram grande parte dos objetos de ouro desta civilização. Não satisfeitos, ainda escravizaram os astecas, forçando-os a trabalharem nas minas de ouro e prata da região.

Os astecas desenvolveram muito as técnicas agrícolas, construindo obras de drenagem e as chinampas (ilhas de cultivo), onde plantavam e colhiam milho, pimenta, tomate, cacau etc. As sementes de cacau, por exemplo, eram usadas como moedas por este povo.O artesanato a era riquíssimo, destacando-se a confecção de tecidos, objetos de ouro e prata e artigos com pinturas.

A religião era politeísta, pois cultuavam diversos deuses da natureza (deus Sol, Lua, Trovão, Chuva) e uma deusa representada por uma Serpente Emplumada. A escrita era representada por desenhos e símbolos. O calendário maia foi utilizado com modificações pelos astecas. Desenvolveram diversos conceitos matemáticos e de astronomia.

Na arquitetura, construíram enormes pirâmides utilizadas para cultos religiosos e sacrifícios humanos. Estes, eram realizados em datas específicas em homenagem aos deuses. Acreditavam, que com os sacrifícios, poderiam deixar os deuses mais calmos e felizes.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Legado cultural da Mesopotâmia


Legado cultural deixado pelos vários povos da Mesopotâmia

A escrita mesopotâmica era gravada em tabletes de argila com um estilete, sendo denominada cuneiforme. Em geral, eram sinais que representavam uma idéia, a partir da qual o leitor chegava ao objeto representado. As lendas do herói Gilgamesh, que depois passaram à Bíblia, e as ordens, relatórios, inquéritos e leis arquivadas na “Biblioteca de Assurbanipal” são algumas das obras representativas dessa escrita.

As leis do patesi Dungi foram, provavelmente, codificadas pelo rei babilônico Hamurabi; por isso nos referimos ao código mesopotâmico pelo seu nome. A descoberta foi feita em 1901, por Morgan, nas ruínas de Susa, capital do Império Persa. O Código de Hamurabipreocupava-se, principalmente, com o casamento e a distinção entre os diversos testamentos e as penas a eles impostas.

O estudo e a tradução dos caracteres cuneiformes foram feitos pelo inglês Henry Rawlinson e pelo epigrafista alemão Georg Grotefend, a partir das pesquisas da escrita persa, que se inspirou na mesopotâmica.

O desenvolvimento científico verificou-se com o aperfeiçoamento das operações matemáticas, além do início da Geometria Aplicada.Estudos de Astronomia, mapas estelares, divisão de ângulos, calendários de sete dias, divisão da circunferência em graus foram ontras iniciativas dos sacerdotes, que praticamente monopolizavam a cultura da Mesopotâmia.

A filosofia não se ocupava com divagações, mas apenas com questões de ordem prática, nas quais se ditavam as normas de como viver em paz consigo mesmo e com os deuses.

As principais manifestações da arquitetura mesopotâmica eram os palácios. Dada a escassez de pedra, as paredes eram feitas de tijolos de barro. O arco e a abóbada foram as soluções arquitetônicas encontradas na construção do zigurate, que servia de templo e de observatório astronômico.

A presença do baixo-relevo, notadamente entre os assírios, marcava bem os conceitos e a mentalidade existentes: caçadas, animais feridos e agonizantes, inimigos massacrados e cenas de batalhas foram os temas mais comuns do espírito mesopotâmico.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Civilização da Mesopotâmia

Povos mesopotâmios
A estreita faixa de terra localizada entre os rios Tigre e Eufrates foi chamada pelos Gregos, na Antiguidade, de Mesopotâmia, isto é, "terra entre os rios". Entre os povos temos: Sumérios, os Babilônios, os Hititas, os Assírrios e os Caldeus.

A sociedade mesopotâmica era dividida em estamentos. Os estamentos eram camadas sociais, nas quais a posição social dos individuos dependia do nacimento. Os sacerdotes, os aristocratas, os militares e os comerciantes formavam os estamentos da minoria. A maioria da população era formada pelos artesãos, camponeses e escravos. Na Mesopotâmia havia um entrelaçãmento entre politica e religião. Os reis exerciam as funções de sumo sacerdote, supremo juiz e comandante militar.

Os mesopotâmios adoravam diversas divinidades e acreditavamque elas eram capazes de fazer tanto o bem quanto o mal. As divinidades representavam os elementos da natureza, como o vento, a água, a terra, o sol, etc. Os animais eram sacrificados nos cultos religiosos. Cada cidade tinha um deus próprio, e, quando uma alcançava predomínio político sobre as outras, seu deus também se tornavam mais cultuado. No tempo de Hamurábi, por exemplo, o deus Marduc da Babilônia foi adorado por todo o império.

A divinidade feminina mais importante era Ishtar, a deusa da natureza e a da fecundidade.

Cada cidade mesopotâmica pertencia a um deus, representado pelo rei. A autoridade do rei estendia-se a todas as cidades. Ele era auxiliado por ministros, sacerdotes e funcionarios. Legislava em nome das divinidades, assegurava as praticas religiosas, zelava pela defesa de seus dominios, protegia eregulamentava a economia. As principais atividades econômicas eram a agricultura e comécio.

Os mesopotamicos desenvolveram também a tecelagem, fabricavam armas, e objetos de metal.

Os comerciantes andavam em caravanas, levando seus produtos aos países visinhos e às regiões mais distantes. A vida nômade, em caravanas, foi uma característica dos povos mesopotâmicos.Ainda hoje podem-se ver tendas armadas em varias regiões diferentes. Os povos que nelas viven, são pequenos comerciantes.

O legado mesopotâmio
Devemos aos mesopotâmicos vários elementos de nossa civilização. Vejamos alguns:
*o ano de 12 meses e a semana de 7 dias;
*a divisão do dia em 24 Horas;
*a crença nos horóscopos e os 12 signos do zodíaco
*hábito de fazer o plantio de acordo com as fazes da lua;
*o círculo de 360 graos;
*o processo aritmético da multiplicação.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Imperialismo


Imperialismo contemporâneo

Imperialismo é a política de expansão e domínio territorial, cultural e econômico de uma nação sobre outras, ou sobre uma ou várias regiões geográficas.

O imperialismo contemporâneo pode ser também denominado como neocolonialismo, por possuir muitas semelhanças com o regime vigorado entre os séculos XV e XIX, o colonialismo.

Esta prática está registrada na história da humanidade através de muitos exemplos de impérios que se desenvolveram e, em muitos casos, foram aniquilados ou substituídos por outros. No entanto, o conceito, derivado duma prática assente na teoria econômica, só surgiu no início do século XX.

O conceito de imperialismo moderno.

No final do século XIX e começo do século XX, a economia mundial viveu grandes mudanças. A tecnologia da Revolução Industrial que aumentou ainda mais a produção, o que gerou uma grande necessidade de mercado consumidor para esses produtos e uma nova corrida por matérias primas.

A concepção de imperialismo foi perpetrada por economistas alemães e ingleses no início do século XX. Este conceito constituiu-se em duas características fundamentais, ou seja, o investimento de capital externo e propriedade econômica monopolista, “um país imperialista era um país que dominava economicamente o outro”. Desse modo, a capitalização das nações imperialistas gradativamente se ampliava, por conseguinte a ‘absorção’ dos países dominados, pois monopólios, mão-de-obra barata e abundante e mercados consumidores levavam ao ciclo do novo colonialismo, que é o produto da expansão constante do imperialismo.

Os países imperialistas dominaram, os povos de quase todo o planeta. Porém, a maior parte dos capitalistas e da população desses países acreditavam que suas ações eram justas e até benéficas à humanidade em nome da ideologia do progresso, isto é, tinham três critérios para explica-la: o etnocentrismo, baseado na pseudo-idéia de que existiam povos superiores a outros (europeus superiores a asiáticos, indígenas e africanos), da mesma forma o racismo e o darwinismo social que interpretava a teoria da evolução a sua maneira errônea, afirmando a hegemonia de alguns sobre outros pela seleção natural.

Assim, no final do século XIX e o começo do XX, os países imperialistas se lançaram numa louca corrida pela conquista global o que desencadeou rivalidade entre os mesmos e concretizou o principal motivo da Primeira Guerra Mundial, dando princípio à “nova era imperialista” onde os EUA se tornam o país cardeal.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Civilização Indiana


Civilização Indiana

As origens da civilização se desenham no processo de ocupação territorial promovido por diversas tribos árias entre 2000 e 1500 a.C.. Antes disso, a civilização hindu foi responsável pela organização de uma vasta cultura repleta de artefatos que comprovam a presença de uma sociedade complexa dotada de uma agricultura extensiva, a realização de atividades comerciais e práticas religiosas próprias.

A partir desse evento temos a formação da civilização védica, que ganha esse nome por causa dos textos sagrados reunidos nos Vedas. Esta obra consiste em um conjunto de poemas e escritos atribuídos à Krishna, encarnação de Vishnu, uma das mais importantes divindades do povo indiano. Nele temos a presença de preceitos religiosos e também das regras sociais que justificam o sistema de castas indiano.

Segundo este sistema, o nascimento de uma pessoa em uma determinada família define a natureza de sua casta. Seguidores do princípio da reencarnação, os indianos relacionam a presença de uma pessoa em uma casta com a abnegação espiritual dela em suas vidas passadas. Na medida em que a espiritualidade é trabalhada, o indivíduo pode ocupar uma casta superior a cada encarnação.

Por volta do século VI a.C., um novo movimento religioso transformou o cenário indiano novamente. Segundo os códices indianos, nessa época, um príncipe chamado Sidarta Gautama abandonou sua vida de luxo e prazeres para experimentar uma vida ascética e centrada no fim do sofrimento humano. Com isso, escreveu os diversos princípios do Budismo, religião que se propagou em várias regiões do mundo Oriental.

Outras religiões como o islamismo e o jainismo também aprecem na trajetória da civilização indiana e demonstram a presença de uma historicidade em seu passado. Ao atingimos a era Moderna, observamos que outras civilizações ocidentais passaram a entrar em contato com a Índia. Os valiosos e diversificados produtos indianos chamavam a atenção dos mercadores europeus dos séculos XV e XVI.

Quando atingimos o século XIX, a entonação do contato com os europeus se transformou mediante as ações imperialistas tomadas pelo Império Britânico. Interessados em desenvolver sua economia e conquistar novos mercados, os ingleses promoveram um gradual processo de intromissão política na Índia. Com o passar do tempo, a dominação viabilizou uma forte tensão entre britânicos e indianos.

O fim da hegemonia britânica só ganhou força quando o líder Mahatma Gandhi empreendeu a organização de um movimento pacifista. Por meio da desobediência civil não violenta e a realização de discursos de grande impacto à população indiana, este líder político e espiritual conseguiu desarticular as justificativas e a ordenação do controle político sustentado pela Inglaterra.

Após atingir a independência, a Índia se envolveu com uma ainda não resolvida disputa territorial com os paquistaneses pela região da Caxemira. Além disso, a sua economia se adaptou às necessidades do capitalismo contemporâneo e, hoje, ocupa a condição de país emergente. Apesar disso, vemos que a Índia sofre com os vários dilemas que expõe as tensões entre a modernização ocidental e a perpetuação de suas antigas tradições.

Fonte: www.historiadomundo.com.br

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Origem do povos americanos


Origem dos povos americanos
Os habitantes do continente americano descendem de populações advindas da Ásia, sendo que os vestígios mais antigos de sua presença na América, obtidos por meio de estudos arqueológicos, datam de 11 a 12,5 mil anos. Todavia, ainda não se chegou a um consenso acerca do período em que teria havido a primeira leva migratória.

Os povos indígenas que hoje vivem na América do Sul são originários de povos caçadores que aqui se instalaram, vindo da América do Norte através do istmo do Panamá, e que ocuparam virtualmente toda a extensão do continente há milhares de anos. De lá para cá, estas populações desenvolveram diferentes modos de uso e manejo dos recursos naturais e formas de organização social distintas entre si

Não existe consenso também, entre os arqueólogos, sobre a antigüidade da ocupação humana na América do Sul. Até há alguns anos, o ponto de vista mais aceito sobre este assunto era o de que os primeiros habitantes do continente sul-americano teriam chegado há pouco mais de 11 mil anos.

No Brasil, a presença humana está documentada no período situado entre 11 e 12 mil anos atrás. Mas novas evidências têm sido encontradas na Bahia e no Piauí que comprovariam ser mais antiga esta ocupação, com o que muitos arqueólogos não concordam. Assim, há uma tendência cada vez maior de os pesquisadores reverem essas datas, já que pesquisas recentes vêm indicando datações muito mais antigas

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Cultura colonial brasileira


A Cultura religiosa foi o mais importante instrumento de colonização

A cultura religiosa foi o mais importante instrumento de colonização. Toda ela “importada” pelos jesuítas que exerceram por três séculos o monopólio da educação, do pensamento culto e da produção artística. Imbuídos do pensamento contra reformista aniquilaram aos poucos a cultura nativa.

A administração e a cultura eram subordinadas aos interesses da coroa e da igreja. Impõe-se uma cultura erudita e religiosa, baseada na retórica e nos princípios “universais” do cristianismo. Seu efeito mais drástico, além da destruição da cultura indígena, foi distinguir indelevelmente as camadas cultas, que se dedicavam ao saber, das que se dedicavam ao trabalho braçal. Durante séculos, a cultura brasileira mudou de forma, mas manteve esta função.

A mineração, no século XVIII, trouxe uma série de transformações sociais. A urbanização, o desenvolvimento de um mercado interno, o surgimento de camadas intermediárias, a abundância de trabalhadores livres. Este novo grupo social busca uma cultura que a distinga dos trabalhadores braçais. Logo se tornaram consumidores da erudição e cultura européias. Inicialmente influenciados pelos jesuítas, esta camada consegue conseguem algum grau de liberdade intelectual após a reforma pombalina que expulsa estes padres.

As primeiras manifestações nacionais, a música e a arte barroca, emergem. No entanto, predominava ainda o saber erudito voltado para os estudos jurídicos, alienado até mesmo em relação à cultura européia.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Martírio do bispo Sardinha

Historiadores contam a história do Pe. Pedro Fernandes Sardinha e sua comitiva mortas por índios Caetés

História Brasileira da Infâmia - Parte um, propõe novas visões sobre a história que conhecemos a pelo menos 450 anos, onde o primeiro bispo do Brasil, Dom Pedro Fernandes Sardinha, e outros 90 integrantes da comitiva foram devorados pelos terríveis índios Caetés, num ritual antropofágico, perpetuando dentro do imaginário brasileiro a saga dos colonizadores civilizados contra os selvagens canibais que aqui viviam.

Esta é a versão linear do episódio, reproduzida nas cartilhas escolares. No entanto, o episódio representou, para Coroa Portuguesa, o motivo estratégico que faltava para o plano "civilizador", avançando num dos maiores genocídios da História mundial.

É a partir dessa dialética, dessas lacunas, que o documentário se desenvolve, confrontando depoimentos de historiadores, padres, antropólogos e populares, mostrando documentos polêmicos, como as cartas acusatórias que o Bispo Sardinha e Duarte Costa enviaram ao Rei de Portugal, onde ambos se degradavam mutuamente. A narrativa se alterna com o ficcional a partir da reconstituição dos últimos momentos que antecederam a morte do cristão Sardinha, do naufrágio à antropofagia.

O documentário é composto por depoimentos do historiador alagoano Dr. Sávio de Almeida; do escritor e especialista em História do Brasil, Eduardo Bueno; do Historiador Cid Teixeira entre outros. Everaldo Pontes, que atuou em Abril Despedaçado, de Walter Salles, Amarelo Manga, de Cláudio Assis e São Jerônimo, de Bressani, é o Bispo Sardinha. A narração ficou por conta do ator, Paulo César Pereio.

Controvérsia

Não existindo um relato preciso sobre o martírio do bispo Sardinha nas mãos dos caetés, os historiadores se dividem.

Alguns deles cogitam a possibilidade de que os três sobreviventes que conseguiram escapar, teriam responsabilizado os caetés com o objetivo de utilizar a falsa acusação da morte do bispo pelas mãos destes para perseguí-los até à extinção, a fim de tomar-lhes as terras. Estes mesmos historiadores ponderam ser grande a possibilidade de terem sido os tupinambás à época habitantes da foz do Rio São Francisco os antropófagos do bispo.

Outros historiadores afirmam que a belicosidade dos caetés era notória desde sua expulsão de Olinda pelos portugueses. Argumentando que os que de lá se retiraram concentraram-se mais densamente no Cabo de Santo Agostinho ao sul, onde teriam movido incessante guerra contra os portugueses.

Dessa forma, o episódio da antropofagia do bispo segue sendo uma incógnita diante das parcas evidências e fontes apresentadas.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

O Brasil Colônia: A MINERAÇÃO


História do Brasil Colônia: A MINERAÇÃO

O ciclo do ouro se constituiu um dos episódios básicos da história brasileira do século XVIII. Favoreceu o povoamento do interior, deslocou o eixo histórico colonial do nordeste para o centro-sul. Surgiu um novo tipo de sociedade (mais flexível que a do açúcar).

Também surgiram novas cidades como: Ouro Preto, Sabará, Mariana, São João d’El Rey, etc., bem como a criação de novas capitanias (Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso).

O ouro era monopólio real, a exploração era feita através do arrendamento de lotes ou "datas de minas", que eram sorteadas aos particulares. Seu tamanho variava conforme o número de escravos do candidato contemplado. Este tinha um prazo para iniciar a extração, não podia negociar a data recebida, exceto se provasse ter perdido todos os seus escravos. Em caso de repetição da alienação de uma data, o responsável ficava proibido de novamente candidatar-se e receber outra.

Inicialmente a mineração era superficial, e restringia-se ao leito dos rios. A mineração em profundidade teve início no século XIX, com a vinda para o Brasil da St John d’El Rey Minning Co. (inglesa) Hanna Corp. (americana), esta última, um conglomerado norte-americano, dedicou-se à extração de minério de ferro no atual estado de MG, já no século XX.

A exploração do ouro no século XVIII se dava de duas maneiras: lavras (organizada, empresarial), ou pelos faiscadores (iniciativa privada) e ex-escravos que exerciam pequenos ofícios nas cidades.

O ciclo do ouro possibilitou surgimento de grupos intermediários entre a classe rica, e a classe pobre (classe mercantil). Pois o ouro exigia menor investimento do que o açúcar. Outra classe também surgiu, a dos funcionários públicos para cobrar impostos, e coibir o contrabando.

O contrabando foi a principal causa de Portugal desestimular a vinda de gado do NE, pelo vale do S. Francisco, o que incentivou a atividade pecuária no extremo sul, necessária para abastecer a região mineradora.

Entre outras conseqüências do ciclo do ouro, tivemos também a mudança da capital de Salvador para o Rio de Janeiro (1763). O incentivo à política centralizadora, os Bragança (Reis D. João V e D. José I, tornaram-se financeiramente independentes das cortes graças aos impostos cobrados no Brasil na época faustosa (quinto) e mesmo na decadente (derrama) da mineração.

No plano das relações internacionais, havia uma forte dependência de Portugal em relação à Inglaterra (1703 - Tratado de Comércio e Amizade - de Methuen - nome do diplomata inglês que o obteve). A Inglaterra se encarregou da sustentação militar e diplomática da frágil nação lusa numa Europa conflagrada pela guerra de sucessão da Espanha, em troca da abertura dos portos lusitanos aos artigos manufaturados britânicos. Neste tratado, a única vantagem para Portugal eram os privilégios alfandegários para o vinho (até 1786).

Os resultados do Tratado de Methuen não foram positivos para os lusos. O abastecimento de Portugal e do Brasil com produtos britânicos acarretou um «déficit» crescente de Lisboa em relação à Londres. Portugal se tornou colônia comercial da Inglaterra, e ainda perdeu em 1786, as vantagens que possuía de colocação de seus vinhos no mercado britânico.

O ouro brasileiro que foi entregue aos cofres portugueses, lá ficou, isto é, não foi utilizado para pagar os «déficits» lusitanos, serviu para estimular os gastos suntuários da monarquia.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

A União Ibérica


Um pouco de História do Brasil: A União Ibérica

Com o desaparecimento de Dom Sebastião durante suas lutas contra os mouros no Norte da África, uma grave crise sucessória abalou a estabilidade política do governo português e, conseqüentemente, a administração colonial brasileira. Como Dom Sebastião não possuía herdeiros diretos, o cardeal Dom Henrique, tio-avô de Dom Sebastião, foi aclamado novo rei português.
Em 1580, Dom Henrique morreu e, assim como seu predecessor, não deixou herdeiros diretos ao trono. Observando a instabilidade política de Portugal, o rei espanhol Filipe II, tio de Dom Sebastião, aproveitou da situação para unir as coroas dos dois países. Buscando ampliar os ganhos da empresa colonial espanhola, Filipe II chegou ao poder sem a resistência da burguesia mercantil portuguesa, que temia a perda de seus privilégios comerciais.
Com a nova conquista, além de fortalecer a economia espanhola, o rei espanhol pretendia ampliar sua influência sob as disputas comerciais no Oceano Atlântico e no Mar Mediterrâneo. Além disso, a incorporação dos territórios coloniais portugueses aumentou o prestígio do rei espanhol junto à Igreja. Com a centralização de poder, a Espanha se tornou a principal responsável pela expansão da fé católica no Novo Mundo.
Um dos principais desdobramentos da presença espanhola foi a expansão territorial e a dinamização das atividades econômicas na colônia. Nesse período, as incursões dos bandeirantes pelo sertão se tornaram mais constantes e a atividades agropecuárias ampliaram os domínios da sociedade colonial. Além disso, o domínio espanhol incentivou a invasão holandesa na região nordeste. Tal processo de ocupação se deu quando a Espanha proibiu os comerciantes holandeses de participarem na produção e distribuição do açúcar brasileiro.
Para facilitar a administração dos novos territórios coloniais, a Coroa Espanhola dividiu, em 1621, a colônia brasileira em duas unidades administrativas. A primeira seria o Maranhão, com capital em São Luís; e a segunda o Brasil, com sede em Salvador. Assim foram criadas duas novas colônias e seus respectivos governadores estavam subordinados aos interesses da Espanha. O movimento de Restauração, de 1640, promoveu um conflito entre Portugal e Espanha que encerrou a chamada União Ibérica.
Com o fim do domínio espanhol, Portugal e Espanha tiveram que estabelecer uma série de acordos diplomáticos para redefinirem os limites dos territórios colônias de ambos os países. O mais importantes deles foi o Tratado de Madri (1750) que definiu o princípio de uti possidetis (quem tem a posse, tem o domínio) para resolver as questões fronteiriças entre as duas metrópoles.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Copista medieval


Quando copiar era um estímulo intelectual

Era a biblioteca, e não a igreja, o local mais provável de encontrar um monge copista na Europa medieval. Copiando às vezes para fugir do tédio, eles acabaram preservando a cultura ocidental.

Não há nada de original em pensar que, no princípio da vida monástica, os monges eram copistas e leitores assíduos. Se no século V eles copiavam manuscritos, era para escapar da ociosidade e para ganhar o sustento. Cultivavam essa atividade, mas também fabricavam pães, ou outros objetos de artesanato. Contentavam-se com um único livro, a Bíblia, cujas passagens aprendiam e sabiam de cor, sobretudo os salmos. A palavra bibliotheca foi empregada para designar os diferentes livros da Bíblia. A regra de São Bento (480-540), à qual sua ordem religiosa (conventos beneditinos), era submetida, menciona apenas o estudo das Escrituras.

Um outro italiano, Cassiodoro (490-581), fundou um mosteiro para organizar o estudo de textos religiosos e profanos. Antigo ministro do imperador bizantino Teodorico, Cassiodoro converteu-se à vida religiosa em meados do século VI e, após criar um mosteiro em uma das suas propriedades na Calábria, decidiu recopiar uma grande parte das obras latinas. No livro As instituições, fez uma espécie de catálogo analítico de sua biblioteca, e o elogio dos copistas: “Ao reler as escrituras, eles enriquecem sua inteligência, multiplicam os preceitos do Senhor, por meio das suas transcrições. Feliz aplicação, estudo digno de louvor: pregar pelo trabalho das mãos, abrir e dar seus dedos às línguas, levar silenciosamente a vida eterna aos homens, combater as sugestões do diabo pela pena e pela tinta…”. Depois da morte de Cassiodoro, uma parte dos seus livros religiosos foi transferida para a biblioteca de Latrão, sede do bispado de Roma. De lá, muitos acabaram na Inglaterra.

O Renascimento carolíngio foi gestado nos mosteiros da Gaula no sul da França, a partir do final do século VII. Com efeito, os monges de Luxeuil fizeram os manuscritos com uma nova escritura, tal como podemos ver no Lectionnaire – Lecionário – de Luxeuil. Os escribas, que recopiavam os livros vindos de Roma, aperfeiçoaram a escritura, ancestral da Carolina, a escrita caligráfica surgida na Europa entre os séculos VIII e IX, que originou a distinção de maiúsculas e minúsculas nas modernas escritas européias. Nas margens do Loire (a cerca de 200 km de Paris), as abadias de Saint-Martin-de-Tours e de Fleury (hoje Saint-Benoît-sur-Loire) possuíam ateliês de escritura já ativos. Nas margens do Sena, os mosteiros de Saint-Denis e Saint-Wandrille participaram igualmente dessa produção de manuscritos em miniaturas, mais bem escritos e, até mesmo, mais bem adornados.

Desse modo, assim que Carlos Magno restaurou as escolas e os scriptoria em todo o reino, ele investiu no trabalho dos mosteiros. Em sua célebre Admoestação geral, coleção de antigos cantos eclesiásticos, trechos da missa e responsórios, ele insiste em que cada clérigo e cada monge deveria aprender a gramática, o cálculo, o canto e as notas tironianas. E especifica que o trabalho dos escribas não seria confiado a jovens, mas a homens de idade adulta, de modo que os missais, os evangeliários e os livros de salmos não tivessem nenhum erro. A partir de então, a nova escrita iria se impor em todos os scriptoria. Chamada de Carolina, por causa de Carlos Magno, ela se caracterizava pelo tamanho pequeno, bem legível e regular, que encontramos na escrita atual, desde que os primeiros impressores do século XV a escolheram entre muitas outras.